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El Niño pode ser um dos mais fortes da história e acende alerta no Brasil, afirma inmet

O fenômeno climático El Niño voltou a se intensificar e pode atingir níveis históricos nos próximos meses. Segundo projeções da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 68% de probabilidade de o fenômeno...

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Vinhedo360

O fenômeno climático El Niño voltou a se intensificar e pode atingir níveis históricos nos próximos meses. Segundo projeções da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 68% de probabilidade de o fenômeno alcançar a categoria de “muito forte”. Especialistas alertam que esta pode ser uma das ocorrências mais intensas dos últimos 140 anos.

Os primeiros sinais já são observados em diversas partes do mundo, com ondas de calor recordes na Europa e temperaturas oceânicas sem precedentes. Cientistas destacam que eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas associadas à ação humana.

Impactos no Brasil

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o El Niño deve provocar mudanças significativas nos padrões de chuva e temperatura no país.

Nas regiões Norte e Nordeste, a tendência é de redução das chuvas, aumentando o risco de estiagens e afetando os recursos hídricos. Já a Região Sul deverá registrar volumes de chuva acima da média, elevando a possibilidade de enchentes e outros eventos associados a precipitações intensas.

Além disso, o fenômeno tende a elevar as temperaturas em grande parte do território nacional, especialmente entre os meses de novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Governo prepara medidas

Diante da previsão de impactos climáticos mais severos, o Governo Federal anunciou um pacote de quase R$ 10 bilhões e a implantação de um sistema nacional de alerta para atender regiões consideradas mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno.

O Inmet ressalta que os efeitos do El Niño não ocorrem de forma uniforme em todo o país. No entanto, quanto maior sua intensidade, maior tende a ser a influência sobre os regimes de temperatura e precipitação, aumentando a probabilidade de eventos climáticos extremos.

As previsões atuais indicam 63% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte durante o verão 2026/2027, período em que seus efeitos costumam ser mais sentidos no Brasil e em outras regiões do planeta.

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